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domingo, julho 29, 2007

É de rir e chorar por mais



De vez em quando, passeando pela blogosfera, encontram-se posts que nos enchem as medidas. Fui aqui, aqui e aqui e confesso que fiquei com outra disposição.

sexta-feira, julho 27, 2007



Um poema de Vieira Calado

Refrescando-me na Second Life


O que me chamariam, na Real Life, se me vissem nesta pose?
Aceito palpites.

terça-feira, julho 24, 2007

Chegando às 10 000 visitas

Chegando às
10 000
visitas!


Iuuuuupiiiiiiii!!!!!

domingo, julho 22, 2007

A MINHA "MEIA PRAIA"


A "minha" Meia Praia esta manhã.



Roam-se de inveja.

Foto: June (Dunas)






Foto: June (Restaurante Bar Berlim)

Segundo documento elaborado pelo Conselho de Ministros, o Plano de Urbanização da Meia Praia, que esteve em discussão pública até ao final de Março, é um “instrumento de ordenamento fundamental para o município de Lagos dada a inexistência de Plano Director Municipal e que se integra numa estratégia de desenvolvimento local, visando diversificar e elevar o nível da oferta turística”.

Daí a aprovação do dito plano, que permite a construção de hotéis de quatro e cinco estrelas, entre outros resorts.

Por isso, e porque dentro de poucos anos a imagem que temos da nossa Meia Praia e da vista da baía, não passará de um ficheiro nos arquivos da nossa memória, resolvi deixar neste blogue algumas fotografias desta praia que adoro.











Foto: June (paraíso na terra)














Foto: não foi possível identificar o autor

quinta-feira, julho 19, 2007

Jardins Proibidos

Não cansa ouvir.
Será que um dia o Paulo Gonzo fará uma música ainda melhor que esta?

Jardins Proibidos - Lyrics

Música: Paulo Gonzo
Letra: Pedro Malaquias


Quando amanheces, logo no ar,
Se agita a luz, sem querer,
E mesmo dia, vem devagar,
Para te ver.

E, já rendido, ve-te chegar,
Desse outro mundo, só teu,
Onde eu queria entrar um dia,
Pr'a me perder.

Pr'a me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em Ciúme desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, jóia de luz,
Entre as mulheres.

Quebra-se o tempo, em teu olhar,
Nesse gesto, sem pudor,
rasga-se o ceu, e lá vou eu,
Pr'a me perder

Pr'a me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em ciúme desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, joia de luz,
Entre as mulheres.

segunda-feira, julho 16, 2007

O sonho comanda a vida


Pintura do saudoso Cees Bantzinger (Amstelveen).
Homenagem à sua família Anne-Rose Bantzinger e Jetty Paerl que não vejo há muitos anos.






Camila morreu num Domingo de Sol, às 6 da manhã.


A noite chegava mais cedo, sem aviso, devido à tempestade. O vento fazia tremer os candeeiros da cidade dando um ar fantasmagórico às ruas e grossas pingas de chuva toldavam a visão de Camila que, apressadamente, se dirigia para casa. Sentia-se cansada pelo dia fatigante no trabalho e pela ideia de ter ainda que arrumar os despojos da saída, à pressa, de manhã, por ter que pensar, cozinhar e servir o jantar, mesmo sem apetite, por ter que pedir ajuda ao marido, que sempre tinha que pedir, por ter passado mais um dia, entre muitos, igual. Cansada sobretudo pelo sonho que tarda a realizar-se; o reconhecimento da sua competência profissional, a subida na carreira, o respeito dos colegas, dos superiores, da família. Mas o sonho comanda a vida e tinha que, como sempre, continuar a sonhar. Camila enfrentava todos os dias o desânimo e lutava com forças que desconhecia de onde vinham. Não fosse achar que não se sentia bem, mal vislumbrando quem se cruzava com ela e andando na rua como que um fantasma, teria erguido a cabeça e até rido da rotina como sempre o fazia.

Estranhamente, ao meter a chave à porta, esta abriu-se como que por magia e Camila sentiu-se docemente empurrada na direcção da lareira, já acesa, crepitante. A música suave, a sala na semi-obscuridade, a temperatura aconchegante, os copos de vinho a amornar junto ao fogo, a presença do marido junto a si, encheram-na de ternura por esse quadro inesperado numa noite que pensava igual a outras. Sentou-se no tapete, no chão, pegou num dos copos de vinho, Carlos no outro, e bebeu um largo golo que lhe aqueceu a alma e lhe embalou o coração. Carlos, adivinhando-lhe o desgaste e a carência, abraçou-a por trás e, docemente, deixou os lábios no pescoço dela, demoradamente, carinhosamente. Camila sentiu-se no céu, não deixando que a estranheza daquele acto, nada próprio do marido, manchasse um momento como esse. De mansinho virou-se para ele, era urgente chegar-lhe, urgente retribuir-lhe. De súbito, não conseguiu ver-lhe a face _ a visão turva do cansaço, da chuva, do vinho. Mas mais nada importava; sentiu-lhe os dedos gulosos, os lábios macios explorando cada canto do seu corpo, a roupa a rasgar, o hálito quente nos seus seios, a explosão de mil sóis dentro de si.

Ficaram deitados e abraçados naquele doce esgotamento depois do amor, frente à lareira, olhando como que atraídos o fogo a crepitar.

O Sol tinha nascido quando Camila acordou, olhou as horas, 6 da manhã. A seu lado Carlos dormia, de costas para ela. Pensou levantar-se mas a recordação do sonho que tivera, fê-la mudar de ideias. Definitivamente, havia muitos anos que não tinha um sonho tão bom e quanto mais dormisse mais possibilidades teria de voltar a sonhá-lo. Decidiu _«vou dormir para sempre» _e morreu.

sábado, julho 14, 2007

HOME - The song

HOME - Lyrics

Another summer day
Has come and gone away
In Paris and Rome
But I wanna go home
Maybe surrounded by
A million people I
Still feel all alone
I just wanna go home
I miss you, you know
And I've been keeping all the letters that I wrote to
you
Each one a line or two
"I'm fine baby, how are you?"
Well I would send them but I know that it's just not
enough
My words were cold and flat
And you deserve more than that
Another airplane
Another sunny place
I'm lucky I know
But I wanna go home
I've got to go home
Let me go home
I'm just too far
From where you are
I wanna come home
And I feel just like I'm living someone else's life
It's like I just stepped outside
When everything was going right
And I know just why you could not
Come along with me
But this was not your dream
But you always believed in me
Another winter day has come
And gone away
And even Paris and Rome
And I wanna go home
Let me go home
And I'm surrounded by
A million people I
Still feel alone
Let me go home
I miss you, you know
Let me go home
I've had my run
Baby, I'm done
I gotta go home
Let me go home
It all will be alright
I'll be home tonight
I'm coming back home

quinta-feira, julho 12, 2007

Todas as cartas de amor são Ridículas



Álvaro de Campos
Todas as Cartas de Amor são Ridículas




Todas as cartas de amor são
Ridículas.


Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)



Álvaro de Campos / Fernando Pessoa
Sempre actual

domingo, julho 08, 2007

António Costa no Second Life



Depois dos candidatos internacionais, caso dos Estados Unidos e da França, terem aberto sedes de candidatura no Second Life, chegou a vez dos candidatos à Câmara de Lisboa. António Costa é o primeiro.