sábado, outubro 27, 2007

Ternura


Que bom deve ser sentirmo-nos assim!
Amados, protegidos...
Foto: Brandon Foster (do próprio filho)

sexta-feira, outubro 26, 2007

Se isto é cultura...

Recebi por mail a seguinte noticia, que achei assim qualquer coisa a rondar o repugnante, o absurdo, o cruel...Por favor assinem a petição:
"Um artista (não sei como o consideram como tal) da Costa Rica, Guillermo Habacuc Vargas, expôs um cão vadio faminto numa galeria de arte (mais uma vez ultrapassa-me como tal 'instituição' considera o sofrimento e a tortura para gáudio público uma forma de arte). O cão estava preso por uma corda curta. Ninguém alimentou ou deu água ao animal, que inevitavelmente acabou por morrer durante a exposição. Este ser humano foi, imagine-se, o 'artista' escolhido para representar o seu país na 'Bienal Centro americana Honduras 2008'.
Existe uma petição onde é pedido que ele não receba este prémio.
Para quem conseguir ver as imagens da exposição.
Na minha opinião, isto não é arte, é um choque mesmo para quem não vê a exposição. Não me chocou mais do que esta, a exposição de Gunther von Hagens, Bodies the Exhibition. Aqui tratou-se de um animal que estava vivo, que foi maltratado e deixado a morrer. O nome que se dá a isto é “crime”. Se ninguém fez nada e se não o param, não me admira que qualquer dia ponha um mendigo atado por um cordel a morrer à fome.
Surpreende-me que tenha tido audiência. Há gente para tudo, até há aqueles que ficam chocados e enojados mas que o escondem muito bem, a esses chamam-se os fundamentalistas da cultura. Não porque gostem de tudo o que é cultura, mas porque pensam que serão desvalorizados se não forem vistos, quanto mais não seja, pelo vizinho do lado, em tudo o que é recital, exposição, ballet, etc., mesmo que o espectáculo seja a maior das estopadas. Neste caso do cão agonizante, não passaram de coniventes no crime, porque viram e não actuaram contra tal atrocidade.

Que me perdoem a frase (não costumo usar deste tipo) mas, se isto é cultura... Merda para a cultura.

domingo, outubro 21, 2007

Como descascar uma romã

Foto: não foi possível identificar o autor

Estamos na época da romã, esse fruto dos deuses, que na antiguidade se associava a rituais de fertilidade, riqueza e fartura, como se pode ler num artigo da Visão Sete desta semana.

Esse mesmo artigo termina com a seguinte frase:
- Não é fácil de descascar, mas vale bem a pena o esforço…

Ora bem, este tipo de frase abunda na Net, em tudo o que se refere a este fruto, daí eu resolver que é a hora de compartilhar convosco como se descasca uma romã em pouco mais de um minuto.

1 - Lava-se a romã e corta-se a coroa;
2 - Corta-se ao meio como se fosse uma laranja para espremer;
3 - Coloca-se cada metade na mão esquerda (se não for esquerdino/a) com os bagos virados para baixo, sobre uma taça para onde vão cair os ditos;
4 - Com uma colher de pau, bate-se energicamente por toda a casca, sem medo porque não ofende os bagos, e ao fim de alguns segundos estes começam a cair por entre os dedos.

Depois digam-me qualquer coisinha.

sábado, outubro 20, 2007

Rio das Flores

Rio das Flores será a próxima obra que vou ler. As histórias e o estilo de escrita do Miguel Sousa Tavares, em particular a de Equador, fazem-me lembrar uma feliz união entre o género Eça de Queiroz e o dos escritores sul-americanos como Gabriel Garcia Marquez e Isabel Allende.

Segundo consta, MST levou 3 anos em pesquisas históricas e visitas a locais em que o romance se desenrola e neste último ano não viajou para terminar este livro com 600 páginas.

A história é um enredo de paixões, amores, tradições e amor à terra e engloba três gerações da mesma família, na mesma casa. Desenrola-se no século XX e abrange 30 anos de história, tendo como cenário o Alentejo, Espanha e Brasil.

Está mesmo quase a chegar.

terça-feira, outubro 16, 2007

Homem. Às vezes...

- Vim aqui só para lhe dizer que nunca mais cá venho.

- Porquê? Algum problema para não vir?

- Não. Não virei porque não me apetece.




"Às vezes é bom acreditar na evolução e pensar que o homem ainda não está concluído."

John M. Henry

sábado, outubro 13, 2007

O dia em que soube que afinal era má

O Sabe-Tudo,

O Francisco sabia de tudo, desde o segredo para se fazer uma mousse de chocolate que não deslaçasse, ao nome do último dispositivo uterino que tinha sido lançado no mercado.
Irritava-me solenemente quando, em qualquer conversa de amigos, acabávamos sempre por ouvir um “eu sei” ou “já sabia” e, a seguir, a respectiva justificação de como soube, como se faz, porque acontece, etc., etc., etc..
Se falávamos numa viagem, já lá tinha estado; num restaurante, já lá tinha comido; numa figura pública, até já o/a tinha conhecido, jantado com ele, ficado a seu lado no cinema.
Tudo isto seria interessante de ouvir se, na maior parte das vezes, não soubéssemos que estava a mentir. É claro que, como bons amigos, condescendíamos, até porque ele não era muito feliz no casamento, deixávamos que nos enfiasse o barrete e lá nos íamos divertindo como se nada fosse. Ao fim e ao cabo, o gozado era ele: _ «Reparaste na galga que o Francisco meteu?» perguntávamo-nos frequentemente. «Deixa estar,» _ dizia outro, _«ele é feliz assim!».
Mas aos poucos, e com o avançar dos anos, todos nos começávamos a fartar do Francisco SabeTudo, das suas histórias rocambolescas e das suas mentiras.
Até que um dia, rebentando de orgulho com um coisa muito boa que me tinha acontecido e querendo partilhar o assunto com os amigos, contando-lhes o acontecimento com alguns rodeios para empolgar a história, o Sabe-Tudo, teve a infeliz ideia de se meter, de tentar adivinhar o final da mesma, de me interromper vezes sem conta, de me deixar à beira de um ataque de nervos.
No final, enquanto todos me davam os parabéns, aproxima-se o Francisco com o seu sorrisinho trocista, e segreda-me ao ouvido: «O que tu não sabes, é que eu já sabia!».
Foi aí que se me fugiu a luzinha dos olhos, que o sangue ferveu cá dentro e, coisa rara em mim, contive a vontade de o mandar para o … . Serenei, olhei-o nos olhos, e disse-lhe:
- Ó Francisco, tu, que sabes tudo, já sabias que a tua mulher te põe os cornos?
- A minha mulher? _ Perguntou indignado ao verificar que todos assentiam com a cabeça. _Vocês não sabem o que dizem.
A partir daí, nunca mais me falou, nem aos restantes amigos. Ainda está casado com a mesma mulher e dizem que continua o mesmo galgueiro e Sabe-Tudo de sempre.

Eu sei que fui mazinha.


FEMME


FEMME FEMME FEMME
Femmes, c'est vous qui tenez entre vos mains le salut du monde. (Léon Tolstoï)






Foto: Vala Ola

segunda-feira, outubro 08, 2007

Regressada da Ilha da Madeira

De facto, a Madeira é uma das maiores maravilhas da natureza, e eu passei um fim de semana fantástico.

Começou pelo alojamento na Quinta Mirabela, sobre o Funchal, com uma vista de tirar a respiração.

Depois, foram três dias em que percorri todos os cantinhos da ilha, aqueles que recomendam a toda a gente e, em cada um, a surpresa foi aumentando com tamanha beleza natural.

Passei pelos caminhos antigos, aqueles em que mal se cruzam dois carros, e pelas vias rápidas, com centenas de túneis que fazem parecer a Madeira, como diria Agatha Christie, um enorme queijo Gruyére.

Não me posso esquecer de referir que fiz o "The afternoon tea at Reid's", possivelmente, estive perto ou sentei-me numa das cadeiras em que Winston Churchill costumava sentar-se, já que adorava a Madeira e passava as suas férias no Reid's Palace.


Já me tinha apaixonado por S. Miguel, nos Açores. Agora, ao conhecer a Madeira, há que reconhecer que a natureza ofereceu-nos dois arquipélagos lindos.

terça-feira, outubro 02, 2007

NO MEIO DO MAR - ILHA DA MADEIRA



De Quinta a Domingo, eu, a Britinhas, a Lulu, o JP e o X estaremos aqui. Quem mais quer vir?



Foto: Não foi possível identificar o autor.