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quinta-feira, dezembro 27, 2007

Esclarecimento precisa-se






Eu nunca quis falar de política no meu blog, mas tenho lido verdadeiras controvérsias na comunicação social. Fui agora aqui ao lado, ao blog do Dr. Pedro Santana Lopes, e continuo algo confusa com os prós e os contras da entrada para o BCP do actual presidente da CGD. Há questões que gostaria de ver respondidas, até porque sou cliente dos dois bancos e, quanto mais não seja, para elucidar quem, como eu, é um mero cidadão deste país, e não chega a conclusão alguma neste mar de remoinhos que é a política à portuguesa.

Como é possível o Banco de Portugal ou o Banco Central, de há 8 anos a esta parte, nunca ter dado pelas irregularidades existentes no BCP? E o Governo? Tem resposta para isto?
Os Bancos não têm Revisores Oficiais de Contas? Se os têm, quem é o ROC do BCP e o que tem a dizer sobre o assunto?

Por outro lado, tanto quanto sei, não foi o Governo que nomeou Santos Ferreira. Foram os principais accionistas do BCP que decidiram avalizar a sua candidatura.
Logo, como se pode falar de hipotética espionagem industrial? E a mandado de quem?

No que diz respeito a um presidente de um banco passar, de imediato, a presidente de um banco rival. Não são assediados para administradores de grandes empresas conceituados profissionais de empresas concorrentes? Ou o problema reside no facto dessa empresa ser um banco? Mas não é um banco uma empresa? Que nos compra e nos vende dinheiro?

Se por outro lado, se hipoteticamente houver essa tal espionagem industrial de que alguém já falou, não há accionistas com ferramentas legais para detectar e fiscalizar os actos de gestão da nova presidência/administração? No que é que um cidadão cliente de um e de outro banco pode ser lesado?

Há, no entanto, uma questão, colocada pelo Sr. Dr. Pedro Santana Lopes, que eu suponho ter a (muito minha) resposta:

- Como é que o accionista único da Caixa Geral dos Depósitos (o Estado) não se importa com a mudança e até está manifestamente de acordo?

Talvez porque, mesmo só pelos 2% que a CGD tem no BCP, as muitas qualidades pessoais e a grande capacidade profissional de Santos Ferreira, sejam para o accionista o garante de que esses 2% serão devidamente rentabilizados. Um tostão é um tostão e outro bom presidente para a CGD, logo se arranja.

Venham as respostas que eu cá vou, calmamente, esperando.