na praia deserta de gente e de esperança Na pele arrepiada, p'lo tarde da tarde e p'la areia molhada pousava o sal do sueste, a brisa do mar
Nos olhos, desenhos da espuma e reflexos de cor confundiam o brilho com lágrimas, outro sal aflorava, e o andar hesitava em partir ou ficar
Na alma, perdida no antes, dançavam serpentes de rios e afluentes procurando a foz desprendendo-se em lágrimas fluentes na concha da mão caladas, sem voz
Chegou como quem vem do nada, quieto, sozinho, sentou-a no chão Puxou-a para si com carinho E devagarinho Bebeu de mansinho as lágrimas da mão
Voltou o amanhecer, o calor do sol, as ondas ao mar, as horas correram velozes
e
de quando em vez são os albatrozes com o seu piar, que fazem lembrar a tarde das tardes a noite das noites o saber a|mar.