sábado, fevereiro 24, 2007

Quem quer não pode


Estive a ler no Apdeites o que fizeram ao Letras com Garfos. Não se faz!

Não há ninguém que ponha um travão nestes oportunovigaristas que por aí andam?

Este é o blog alternativo do Letras com Garfos.

sábado, fevereiro 17, 2007

Aço e borracha



Gostava de ter umas destas lá em casa?



Contacte o arquiteto britânico Thomas Heatherwick ou vá à
La Maison Unique Longchamp, 132 Spring St., NYC, vá a Retail Stores e abra no Soho o video da inauguração da loja.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

VENDO MOTA DE ÁGUA

Porque as costas já não são o que eram, tenho que vender a mota de água.


RIGOROSAMENTE NOVA

Yamaha Modelo GP-760W – Wave runner (754 cc)
2 lugares
8 horas de navegação.
Atrelado novo.
Todo o equipamento para navegação.

Para outras informações e preço, contactem o João Nunes 917 771 849 - joao.s.nunes@gmail.com

domingo, fevereiro 11, 2007

O "senão" da ambição

«Um homem de negócios é aquele que compra a 10 e fica satisfeito quando vende a 12. Os outros compram a 10, deixam subir até 18 sem fazer nada, esperando que chegue aos 20. Quando o preço cai para 2 esperam que volte aos 10 para venderem.»
VS Naipaul, novelista


A propósito de (pouca) ambição, tenho uma "mota de água" à venda.
Amanhã coloco aqui a informação completa.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

A TRAIÇÃO

Não foi possível identificar o autor

Perante as desconfianças, finalmente o Luís decidiu confessar: _ «Sim, Teresa! É verdade! Acabei por te trair». Tinha combinado o encontro para um fim-de-semana, dito de trabalho, que passou com a outra numa Pousada. Descreveu, minuciosamente, o que mais o atraiu; o seu corpo esguio, as coxas torneadas, a maneira de andar, a boca perfeita, os seios no lugar, o guarda-roupa elegante, a maneira como ria, o seu perfume suave, o carro topo de gama. Descreveu o quarto, as camas que juntaram, o vinho que beberam, os corpos que rolaram, o acto que consumaram. _ «Sabes, Teresa? Já lá vão uns anos de casamento. Tudo sempre igual; vires do trabalho, arrumares a casa, fazeres o jantar, ajudares a Ana com os trabalhos… E à noitinha; o mesmo quarto, a mesma cama, o mesmo ritual, o meu cansaço… Precisava de algo que me desse outro ânimo e, sobretudo, que não me desse muito trabalho». Teresa, às voltas no quarto, mal conseguia falar perante a constatação das suas suspeitas. Hesitante, perguntou a primeira coisa que os seus desordenados pensamentos lhe fizeram chegar aos lábios. _ «Diz-me ao menos se significou alguma coisa para ti?» talvez na esperança de que ele dissesse que não. _ «Ó Teresa! Já te confessei, já expus as minhas razões! Não achas que é melhor pormos aqui um ponto final do assunto?!» disse meio sério, meio a brincar. _ «Não Luís!» _ disse Teresa peremptória. «Não vamos pôr ponto final em assunto nenhum porque, também eu, tenho uma coisa a confessar-te: _ Quando casei contigo, iniciei a nossa vida em comum desempenhando, até agora e o melhor que pude (muitas vezes cansada e farta da rotina), o papel de esposa, de amiga, de amante, de mãe e de doméstica. Sempre pensei que esse seria o caminho para um casamento feliz e para a manutenção do amor, ao qual tu, até certa altura, correspondeste. Depois, começaram os jantares da tertúlia, o chegar tarde, os longos silêncios. Acabaram-se as carícias, o beijo à saída e o outro à chegada. Começaram as piadinhas às colegas, os sorrisinhos e piropos às empregadas das lojas, os chats na Internet. Também eu me fartei dos serões em silêncio a veres futebol, da roupa suja atirada para o chão, do jornal deixado no parapeito da janela e… também eu te traí.» Luís ficou estupefacto, pálido, sem palavras. E Teresa continuou: _ «Sabes daquela minha viagem ao Norte, de visita à minha prima doente? Não passou de uma desculpa para uma noite bem passada. Queres saber o que me atraiu nele? … O facto de ser desimpedido, carinhoso, atencioso, simpático, com humor. De me telefonar todos os dias a saber da Ana quando esteve doente, de se preocupar comigo, de perceber quando estou mal e de me ter pedido para ir viver com ele, de levar a minha (nossa) filha…» Interrompendo-a, Luís, que nem leão em jaula, caminhando de cá para lá entre as duas janelas do quarto, subitamente perguntou: _ «Podes ao menos dizer-me se ele é melhor do que eu na cama?» Mas Teresa fingiu não ouvir e continuou: _«À parte tudo isto, ele tem, acima de tudo, o que eu mais me atrai num homem, uma inteligência fora do comum; trabalha na tua empresa, duas secretárias atrás da tua e tu nunca suspeitaste de nada. Soube que tu me traíste, contou-me, e fez com que, finalmente, eu decidisse deixar-te.
Ah! Já me esquecia! É bem melhor que tu na cama!»