Um amigo, por definição de alguém, é o prémio de uma conquista obtida pela amizade, lealdade, carinho, honestidade, fidelidade, entre muitas outras coisas.
Amigos são aqueles que sabemos poder contar em todas as situações da nossa vida, em especial nas menos boas, para as quais, egoisticamente, solicitamos quase sempre a sua ajuda.
Nos tempos que (desenfreados) correm, a agitação do dia a dia não nos permite, por falta de tempo, relacionarmo-nos de forma assídua com os amigos, embora saibamos que eles estão lá, tal como nós, disponíveis para nos ajudar sempre que é preciso; os amigos de infância, os que fomos “conquistando” ao longo dos anos, os mais recentes.
Falando de amigos recentes, vai fazer no dia 5 de Dezembro um ano que, num dos blogs que frequentemente visito, li sobre o Second Life. Nesse mesmo dia, fiz o download e entrei nesse mundo surpreendente, onde sou a June Jurack. Conheci logo a Cat, a Ana, a Winter e a Summer, que me receberam muito bem (a pauladas com o bam) e me ensinaram muita coisa.
Viajei, explorei, assisti a aulas, concertos ao vivo, exposições, conheci todo o tipo de pessoas (avatares) e fiz novas relações de amizade. Não tendo casa no SL, fiz de Portucalis a minha base, ilha que é propriedade de portugueses, onde me sinto como que em casa, onde o serão é sempre diferente: desde a conversa séria que rola pela noite dentro, às partidas que pregamos uns aos outros, às aulas que frequentamos, às festas programadas que fazemos, às não programadas quando comemoramos algum acontecimento inesperado.
O mais interessante é que tenho aprendido bastante com esses amigos, que tornam os meus serões bem mais agradáveis e com eles, surpreendentemente, acabei por descobri que há valores no SL que se vão perdendo na vida real: a entreajuda, o apoio, a disponibilidade, a partilha.
Quero com tudo isto dizer que não mais passei um serão que não seja entre amigos. Estes meus amigos recentes.
É como se prendesse entre os meus dentes Todo o luar das noites transparentes, Todo o fulgor das tardes luminosas, O vento bailador das Primaveras, A doçura amarga dos poentes, E a exaltação de todas as esperas. Sophia de Mello Breyner Andresen
Os portugueses abusam nas gorduras Os deputados portugueses abusam da imunidade parlamentar Os portugueses abusam no sal Os tribunais portugueses abusam na prisão preventiva Os portugueses abusam no álcool Os comerciantes portugueses abusam nos preços Os portugueses abusam nos medicamentos Os ladrões portugueses abusam da sorte Os portugueses abusam dos créditos Os treinadores portugueses abusam nas declarações aos média Os portugueses abusam dos serviços de saúde Os filmes portugueses abusam nos palavrões Os portugueses abusam das urgências hospitalares Os políticos portugueses abusam do poder Os portugueses abusam no subsídio de desemprego Os bancos portugueses abusam nos lucros Os portugueses abusam no livro de reclamações As empresas dos portugueses abusam nos recibos verdes Os portugueses abusam no consumo de tabaco As instituições dos portugueses abusam na burocracia Os portugueses abusam no uso do telemóvel
Os portugueses abusam dos portugueses
E por causa desta mania bem portuguesa de abusar de tudo e de todos, fizeram-me saltar da cama bem cedo, ir a correr para o emprego, stressar mais do que num dia normal de trabalho e lixar de uma vez o meu dia de folga.
Qualquer dia abuso da minha liberdade e mando-os a todos…
Foto: Mad Woman. Não foi possível identificar o autor